Principais barreiras dos compradores transfronteiriços
Marcas e mercados americanos populares atraem compradores em todo o mundo, mas confusões de pagamento, taxas e outras preocupações podem criar barreiras à compra.
Os Estados Unidos são o segundo destino mais popular para compras internacionais, atrás da China, de acordo com uma pesquisa DHL de 2026 de 29.000 compradores e 5.800 empresas de comércio eletrônico em 29 países.
Cerca de 70% dos entrevistados disseram ter feito compras de comércio eletrônico transfronteiriço. Destes, 59% encomendaram da China e 32% dos Estados Unidos. A Alemanha, com 23%, e o Reino Unido, com 17%, ocupam as posições três e quatro, respetivamente.
As conclusões da DHL são justificadas. A posição da China provavelmente reflecte a ascensão de mercados de preços baixos, como Temu e Shein, ambos citados pela DHL. Entretanto, as marcas e os produtos dos EUA são conhecidos em todo o mundo e muitos compradores estrangeiros compram em mercados de propriedade americana, como a Amazon, embora localizados.
Os comerciantes americanos podem ir além de um mercado interno altamente competitivo e alcançar clientes lucrativos em outros lugares.
No comércio eletrônico transfronteiriço, os vendedores não precisam de novos produtos. O desafio é transformar o interesse internacional em encomendas concluídas.
A seguir estão cinco motivos comuns pelos quais os compradores internacionais abandonam os sites de comércio eletrônico americanos.
Desafios de pagamento
O pagamento é a etapa final da finalização da compra e deve ser uma prioridade para vendedores internacionais. De acordo com o relatório da DHL, no entanto, os comerciantes normalmente ficam aquém em três áreas:
- Método de pagamento. Cerca de 62% dos compradores disseram que abandonariam uma compra se o método de pagamento preferido não estivesse disponível. Cartões de pagamento, PayPal e até Apple Pay são populares globalmente, mas o Departamento de Comércio dos EUA recomenda oferecer pagamentos bancários, carteiras digitais ou redes de cartões locais.
- Segurança familiar. Quase metade (48%) dos entrevistados disse que opções de pagamento seguras ou uma forma de proteção ao comprador aumentariam a probabilidade de comprarem de um vendedor em outro país.
- Moeda. Por fim, 41% dos entrevistados queriam ver os preços na moeda local.
A solução não é adicionar todos os métodos de pagamento em todos os países. Em vez disso, os comerciantes devem combinar as opções de pagamento com os mercados-alvo.
Uma empresa de Minnesota que pretenda vender para o Canadá poderá mostrar os preços em dólares canadenses. Mas se quisesse vender para o Brasila loja deverá oferecer o Pix, o popular sistema de pagamento instantâneo do país, com 170 milhões de usuários adultos.
Deveres e Impostos
Obrigaçõesimpostos e taxas alfandegárias estão entre as partes mais frustrantes do comércio eletrônico transfronteiriço. Eles são confusos para os varejistas novos nos mercados internacionais e um choque para os compradores. Cerca de 63% dos consumidores entrevistados pela DHL disseram que taxas alfandegárias ou impostos inesperados os levaram a abandonar uma compra online.
Não é surpreendente. Imagine um comprador na Austrália que conclui uma compra de um comerciante dos EUA e mais tarde recebe uma fatura da transportadora referente a taxas, impostos, taxas de corretagem ou taxas de manuseio. O comerciante não pretendia esconder nada, mas parece enganoso para o cliente.
Uma melhor experiência do cliente é mostrar um custo final, quando possível.
Devoluções
Embora sejam comuns no comércio eletrônico, as devoluções internacionais podem parecer arriscadas tanto para os compradores quanto para os comerciantes.
Um cliente doméstico provavelmente pode presumir uma etiqueta de devolução, um ponto de entrega próximo e um reembolso rápido. Um comprador internacional pode não saber para onde enviar um item devolvidoquem paga o frete, se as taxas são reembolsáveis ou quanto tempo levará o reembolso. Essa incerteza pode impedir a compra.
As políticas de regresso internacionais devem explicar:
- Quais produtos são retornáveis,
- Quanto tempo o cliente tem para iniciar uma devolução,
- Para onde enviar o item,
- Qual parte paga pelo frete de devolução,
- Qual parte, se houver, dos custos de envio, taxas ou impostos é reembolsável.
O objetivo é tirar a dúvida antes da compra.
Entrega
O inquérito da DHL concluiu que as preocupações com as entregas internacionais são uma barreira significativa ao sucesso do comércio eletrónico transfronteiriço.
Quarenta e cinco por cento dos compradores entrevistados disseram que não compram internacionalmente devido aos altos custos ou prazos de entrega, e 67% disseram que a oferta de entrega de um comerciante os levou a abandonar uma compra online.
Para compradores internacionais, entrega faz parte da decisão de compra.
Confiar
Num certo sentido, a confiança não é uma barreira isolada. Ele conecta todas as outras barreiras.
Um comprador internacional pode não reconhecer o comerciante ou fornecedor de entrega. Ela pode não ter certeza sobre a segurança do pagamento, o preço final ou se o atendimento ao cliente responderá em diferentes fusos horários.
Confiança significa abordar essas preocupações e transmitir conhecimentos internacionais. Um site pode alegar que envia para todo o mundo, mas não fornece detalhes sobre taxas, devoluções ou prazos de entrega. Os compradores podem concluir que o atendimento internacional é uma reflexão tardia.



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